E num certo dia, a porca torceu o rabo e Zumira amanheceu com o cão no couro.

Chegou espalhando brasa por tudo que é lado e nem sei dizer o que ela tinha.

Uma tromba de elefante que quase enrosca a goela da dona Patolina.
Veio pra informar que havia encontrado outro emprego!
Quase pulei de alegria, até que enfim aquele encosto estava pra bater asas e se mandar!
E Dona Patolina toda chorosa queria porque queria saber porque a metida a besta estava se mandando.
Só respondeu e mal respondido: recebi outra proposta, pegou suas coisas e foi embora!
E o tempo passou, e passou o tempo!


Ah se minha avó fosse viva! pra eu contar pra ela tim tim por tim tim como a falsidade nesse mundo é grande!
Como pensamos que conhecemos as pessoas e delas não sabemos nada!


E passaram-se cinco anos!
E um certo dia, quem aparece?
Quem? Quem? Quem?
Adivinhe!
A Zumira Uai!
Quem poderia ser pra causar tanto espanto? quase caí de costas! e pensei:
De novo?
Sumiu, desapareceu e de repente aparece assim do nada?
A metida a besta estava do mesmo jeito! nem cresceu e nem diminuiu!
E dona Patolina parecendo uma pata choca com aquelas pernas meia finas lá se foi paparicar a bendita com xícara de café e bolo!
E pensei com meus botões!
Tem ciença nessa visita!
Tem ciença nesse aparecimento assim de supetão!
Aí tem coisa!