Mas espie só!
A pata besta caiu direitinho no laço da jibóia, ao permitir a serpente entrar e sair de sua casa, sabendo direitinho até da hora que ela ia ao banheiro e com pratin de bolo pra aqui e pratin de pudim pra lá.

Pense numa amizade!
Pensou? eram as duas. Carne e unha.

E a tonta da dona Patolina contando toda a sua vida desde o dia que nasceu.
É cada uma nesse mundo que contando ninguém acredita!
Bem que avisei pra ela se dar ao respeito, não quis me ouvir.

Olha aí o resultado!
Só não digo bem feito porque não vou dizer mesmo.
E pra completar o seu rosário de bestice perdoou o frango, que chegou no dia seguinte se desmanchando em lágrimas de largatixa.


O Dr. Frangolino secou as pernas de andar pra lá e pra cá e não teve jeito e dona Patolina teve que pagar tostão por tostão, tim tim por tim tim sem faltar uma virgula.
Só sei dizer que a surucucu deitou e rolou com o dinheiro da dona Patolina, que pelas vias normais não lhe devia um centavo furado.


E enquanto a dona Patolina se descabelava pra pagar o dinheiro da sua condenação aconteceu um fato.


Pense num fato!
Isso não é fato. É bomba mesmo!
Minha avó dizia que Deus não dorme!

E que mentira tem pernas curtas
Dona patolina recebe uma ligação de um cliente que foi atendido a mais de um ano atrás.
E o cliente soltando os cachorros na empresa da dona Patolina e até ameaçando a coitada de leva-la na delegacia.

O cliente esbraveja, que de longe dava pra ouvir a sua gritaria de descontentamento!
Quando a atendente chegou com o recado a dona Patolina imediatamente tratou de resolver o assunto afirmando que ali não existia o tal cliente, que ele estava enganado, porque ali não existia documento nenhum que comprovasse aquela afirmação!
Como não? dizia o cliente soltando fogo pelas narinas, que quase queima o aparelho e o ouvido da atendente que por dez minutos contados ficou mouquinha!
Paguei e não me prestaram os serviços, berrava ele!
Liguei e reclamei tanto que desisti diante do pouco caso de vocês. Bando de irresponsáveis!

Vixe Maria! 
E foi quando dona Patolina pede pra ele enviar por email a prova, quer dizer o contrato.
E não deu outra, era um contrato assinado pela Zumira, com aqueles garranchos que só ela sabia fazer!


Corri pra cozinha em busca do famoso copo de garapa com açúcar e outra vez tenho que beber aquele purgante!
Porque a pata aprendendo a lidar com o mundo, nem ligou, não deu a mínima, fez foi correr com aquelas pernas meias finas, pro banco para se certificar se naquela data ou nas proximidades da citada data havia a confirmação de algum deposito daquele tão significante valor, que não era um valor qualquer.

E nada. Não existia deposito e nem pagamento nenhum.

A pata besta queria se enganar de qualquer jeito!
Tem ciença por traz dessa reclamação, onde o cliente está solicitando o seu dinheiro de volta!
Tem ciença por trás desse contrato.


Quer ver uma coisa?
A dona Patolina solicita ao cliente enviar a copia do cheque para ter certeza daquilo que seus miolos já imaginavam. Nessa época tudo ali era no cheque!

Reembolsou o valor pago pelo cliente e recebeu a copia do cheque que estava lá nominal a Zumira e depositado em sua conta pessoal.


E diante do fato exclamou!


AH CONDENADA! Tava me roubando e ainda me colocou no pau!

Tão certo como dois e dois são quatro, essa história foi desse jeitinho! Sem botar e nem tirar!